SUGIRO QUE LEIA O TEXTO PARA COMEÇAR:
INTRODUÇÃO AO MEU LIVRO ABC DOS MISTÉRIOS (à página 4 deste ebook - disponível grátis em PDF - é só solicitar por email. No final deste texto, um verbete...)
Qualquer aproximação ao dito “oculto”, aos “mistérios” é, antes de mais nada, uma extraordinária e fascinante viagem através dos séculos. O seu estudo nos faz viajar do passado remoto, passando pela queima das bruxas na idade média, até o mais moderno laboratório de física nuclear. É uma viagem fantástica, uma verdadeira peregrinação. Por isso mesmo deve ser feita com toda atenção, muita cautela, sempre com os pés bem plantados no chão. Sem delírios do circo místico que assola o mundo.
Ref.: http://en.wikipedia.org/wiki/Occult - em inglês, com excelente esclarecimento sobre o significado da palavra “occult”.
A fim de facilitar a tarefa de quem se aproxima pela primeira vez, dando os primeiros passos na trilha, foi que pensei em compilar alguns "murmúrios" de magos, psicológos, rabinos, sacerdotes e, de preferência, daqueles que já tiveram os seus escritos traduzidos para português (neste caso mantive a ortografia do autor ou do tradutor). Em alguns casos, como por exemplo, de Moisés
Maimônides, o Rambam, (1135-1204 d. C. e no calendário judaico: 4895-4965); 1190 d.C. — Guia dos Perplexos
— obra de filosofia aristotélica fundada na Torá (Tanakh). Este livro concilia Judaísmo com o uso da razão. Como diversos judeus entusiasmados com a filosofia árabe-aristotélica desprezavam os conhecimentos bíblicos, Maimônides criou esta obra como princípio teológico, metafísico e moral, não consegui fugir a tentação de traduzir algumas passagens dos seus textos. Por ser um ABC deixei fora muitos nomes famosos e clássicos tais como, por exemplo, St. Martin, Court de Gibelin, Eliphas Levi, John Dee, Robert Fludd e muitos outros mais modernos como Blawatsky, Alice E. Bailey, Fritjof Capra e Robert Wang. Os estudiosos que desejam mais referências podem encontrar uma fonte sem fim no livro A Treasury of Traditional Wisdom de Whitall N. Perry, editado pela Perennial Books Ltd. e com 1144 páginas altamente inspiradoras. O Dicionário das Religiões de John R. Hinnells editado pela Editora Cultrix bem como o Dicionário de Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant editado pela Editora José Olympio são de grande ajuda. Isto sem deixar de indicar como praticamente necessários alguns bons livros de mitologia tais como, por exemplo, os do Prof. Junito de Souza Brandão, emérito professor brasileiro. |Sem esquecer o maravilhoso Joseph Campbell.
Em outros momentos, o leitor poderá ficar pensando por que não compilei parágrafos inteiros em lugar de pequenos trechos. Fiz isso de propósito para a tristeza dos levianos aficionados apenas da leitura de apostilas, talvez estimulando o estudo dos textos dos autores mencionados. Há quem afirme que o estudo do “oculto” e dos “mistérios” deveria ser matéria de universidade e que assim os mistérios deixariam de ser tão perturbadores e falariam mais alto junto a inúmeras ciências, tal como já fizeram no passado. Porque não relembrar que alguns destes “mistérios” foram responsáveis diretos pela criação de inúmeras ciências modernas tais como, por exemplo, a química - filha direta e portanto legítima da alquimia.
É importante assinalar ainda que cada um aprende segundo a sua capacidade. Há por aí uma certa intolerância para o conhecimento de "cada um", sobretudo por parte daqueles que sempre se julgam os verdadeiros donos da verdade. A intransigência traz consigo o conhecimento superficial, precário e supersticioso, quando não perigoso. Também patrocina o fundamentalismo.
Muitos textos contém opiniões contundentes, quando não contraditórias sobre o significado de certas palavras. A meu ver, isso é altamente provocativo no sentido de gerar pesquisas. Um dos livros mais mencionados é O Pêndulo de Foucault de Umberto Eco por ser uma cabala, um romance, conter pensamentos lúcidos e engraçados a respeito de ocultismo, esoterismo, e várias áreas correlatas e, principalmente, por ser muito moderno na colocação destes assuntos.
Naturalmente, é fundamental a leitura da Bíblia, Recomendo a sua leitura diária quer você seja católico ou evangélico. Mesmo porque quando você ora, você está falando com Deus, quando lê a Bíblia Ele está falando com você (no secreto do seu quarto). Se não quiser orar, problema seu, mas com a sua leitura Ele continuará falando com você, sendo cristão ou não! Lembro aos incrédulos que a Bíblia é uma biblioteca de 66 livros (Bíblia evangélica) com registros de mais de mais de 5.000 anos... costumo dizer que é o nosso DNA da fé, nosso "bom" Manual do Proprietário.
UM VERBETE, PARA VOCÊ COMEÇAR (à página 68):
Moisés
Nachmânides... ...escreve ele: ...Assim, a Torá dada a Moisés foi dividida em palavras de forma tal a ser lida como mandamentos divinos. Mas, ao mesmo tempo, recebeu ele a tradição oral, de acordo com a qual era mister lê-la como uma seqüência de nomes.
(Página 51, A Cabala e o seu Simbolismo, Gershom G. Sholem, Editora Perspectiva, Brasil.)
Ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mois%C3%A9s
Tanto Moisés quanto Maomé possuíam essa irradiação, devido ao seu encontro com Deus, e ambos tinham que cobrir o rosto com um véu... ...essa presença radiante também pode ser vista em mulheres grávidas felizes, em pessoas realmente apaixonadas e em indivíduos altamente evoluídos...
(Página 284, Cabala e Psicologia, Z'ev ben Shimon Halevi, Editora Siciliano, Brasil.)
O mais sábio dos homens, o nosso Mestre Moisés, pediu duas coisas a Deus, e recebeu resposta para ambos.
(Página 75, The Guide for the Perplexed, Moses Maimonides, Dover Publications Inc. USA – minha tradução literal.)
Aqueles que seguem a Lei de Moisés, nosso Mestre, afirmam que o Universo inteiro, isto é, tudo menos Deus, foi trazido a existência da não existência.
(Página 171, The Guide for the Perplexed, Moses Maimonides, Dover Publications Inc. USA – minha tradução literal.)
...e mostram que a profecia de Moisés nosso Mestre foi diferenciada daquela dos demais profetas...
(Página 231, The Guide for the Perplexed, Moses Maimonides, Dover Publications Inc. USA – minha tradução literal.)
Também no Êxodo, 4:16, Moisés como inspirador de Aarão é chamado de "Elohim".
(Página 28, História da Mística Judaica, Ernest Müller, Editorial Vega, Brasil.)
...ele transformou a clarividência egípcia em poder de pensamento israelita...
(Página 57, Moses, Emil Bock, Inner Traditions International, USA – minha tradução literal.)
“Nesse tempo nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai.
Sendo ele enjeitado, a filha de Faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho.
Assim Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras.
Ora, quando ele completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel.”
(Atos, 7: 20-23. Bíblia. Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica Brasileira. Negrito meu.)
Obs.: Sempre que se aproximar da Kabbalah e do Tarô, lembre-se desta passagem do Novo Testamento. Estude a vida de Abraão e Moisés com muita atenção. Natural e inquestionavelmente, a de Jesus, ou melhor, o Novo Testamento.



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